Artigo publicado por Paulo Roberto Elias no site Webinsider.
Métodos de proteção contra cópia continuam a ser empregados e chegam a impedir o funcionamento correto dos equipamentos.
É curioso como certos assuntos continuam recorrentes, ao invés de se tornarem esquecidos de vez. E nós agora passamos para o século 21, com vícios herdados do século passado e que parece não terem prazo para acabar.
Um deles é a guerra entre os artefatos do DRM, impostos no peito pela legislação norte-americana, e a reação das comunidades de usuários e hackers internacionais para combatê-los.
A guerra começou bem antes da era digital, e o seu objetivo era um só: impedir que os usuários finais fizessem cópia de material protegido pelo direito autoral. A legislação abre brecha para a ação antipirataria invocando que o usuário final tem direito de usar, mas não de copiar o material que ele compra. O problema é que o usuário final não é o pirata que a indústria precisa combater, e sim o duplicador ilegal em massa das fábricas de disco clandestinas.
E como chamar o usuário final de pirata é uma acusação um tanto ou quanto pesada, a reação das várias comunidades foi imediata. Justiça seja feita, a indústria de equipamentos de áudio e vídeo foi arrastada para este combate de forma compulsória, acusada certa feita de estar facilitando o processo de cópia.
No lendário processo de ação judicial Universal Studios versus Sony, conhecido como o caso Betamax, a corte americana deliberou que a cópia feita pelo usuário, para fins pessoais, não era reconhecida como crime e sim como uso legítimo e justo (o assim chamado fair use). Isto, entretanto, não impediu que as empresas detentoras de conteúdo continuassem a bombardear os diversos segmentos da sociedade com métodos diversos de proteção incluídos no programa deste conteúdo.
Uma das primeiras iniciativas nesta direção foi adotar o Macrovision, ainda em ambiente analógico, portanto a guerra continuou bem antes do conteúdo passar para o domínio digital. O Macrovision foi adotado para impedir que o usuário copiasse uma fita de vídeo cassete, e continuou no DVD, porque os estúdios tinham medo de que a imagem superior do DVD fosse usada para cópias de melhor qualidade de seus originais em fita magnética.
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