Artigos com a tag ‘tecnologia’

Licença para não copiar ou reproduzir!

Publicado em: abril 8th, 2011 por Leo Morel | Nenhum comentário

Artigo publicado por Paulo Roberto Elias no site Webinsider.

Métodos de proteção contra cópia continuam a ser empregados e chegam a impedir o funcionamento correto dos equipamentos.

É curioso como certos assuntos continuam recorrentes, ao invés de se tornarem esquecidos de vez. E nós agora passamos para o século 21, com vícios herdados do século passado e que parece não terem prazo para acabar.

Um deles é a guerra entre os artefatos do DRM, impostos no peito pela legislação norte-americana, e a reação das comunidades de usuários e hackers internacionais para combatê-los.

A guerra começou bem antes da era digital, e o seu objetivo era um só: impedir que os usuários finais fizessem cópia de material protegido pelo direito autoral. A legislação abre brecha para a ação antipirataria invocando que o usuário final tem direito de usar, mas não de copiar o material que ele compra. O problema é que o usuário final não é o pirata que a indústria precisa combater, e sim o duplicador ilegal em massa das fábricas de disco clandestinas.

E como chamar o usuário final de pirata é uma acusação um tanto ou quanto pesada, a reação das várias comunidades foi imediata. Justiça seja feita, a indústria de equipamentos de áudio e vídeo foi arrastada para este combate de forma compulsória, acusada certa feita de estar facilitando o processo de cópia.

No lendário processo de ação judicial Universal Studios versus Sony, conhecido como o caso Betamax, a corte americana deliberou que a cópia feita pelo usuário, para fins pessoais, não era reconhecida como crime e sim como uso legítimo e justo (o assim chamado fair use). Isto, entretanto, não impediu que as empresas detentoras de conteúdo continuassem a bombardear os diversos segmentos da sociedade com métodos diversos de proteção incluídos no programa deste conteúdo.

Uma das primeiras iniciativas nesta direção foi adotar o Macrovision, ainda em ambiente analógico, portanto a guerra continuou bem antes do conteúdo passar para o domínio digital. O Macrovision foi adotado para impedir que o usuário copiasse uma fita de vídeo cassete, e continuou no DVD, porque os estúdios tinham medo de que a imagem superior do DVD fosse usada para cópias de melhor qualidade de seus originais em fita magnética.

Leia o artigo na íntegra aqui.

O “pulo do gato” para a sua banda.

Publicado em: abril 5th, 2011 por Leo Morel | Nenhum comentário

Artigo publico por Sergio Filho no site Overdubbing:

Às vezes, me perguntam sobre a coerência de uma banda de rock (ou qualquer outro estilo) ao vivo. Coisas do tipo “como conseguir deixar o som ‘redondo’?”. Por isso, trago nesse artigo uma abordagem a que me dei o direito de chamá-la “o pulo do gato“.

Quem já está nessa vida de banda há algum tempo sabe o quanto é difícil encontrar os integrantes certos. Aqueles caras (ou, mais comum hoje em dia, meninas) que fazem a diferença no som. Além disso, têm que ser bons de convivência e pensar na mesma direção. Ora, tanta gente passa a vida inteira dando com a cara na parede por causa de seus relacionamentos a dois (não só amorosos, como também entre pais e filhos, patrão e empregado, etc.), o que dirá em um relacionamento a quatro/cinco!? Muitas bandas famosas, inclusive, já sofreram desse mal (quem nunca viu, assista Some Kind of Monster, do Metallica).

Indiscutivelmente, leva-se tempo para se conhecer bem o indivíduo que está pegando a estrada com você, mas isso não é motivo para neuroses do tipo “não confio em ninguém”. É apenas uma questão de tranquilidade e transparência nas suas relações.

Mas, voltando ao âmbito pragmático, onde quero chegar é nos ensaios. Tocar as mesmas músicas por longos períodos (às vezes muito longos mesmo) pode ser chato. Você não vê mais para onde aquilo pode evoluir. Mas é aí que mora o “pulo do gato“. Existem basicamente três estágios no aprendizado musical em banda (isso eu digo por experiência, e não por nenhum estudo científico sobre cognição cerebral). O primeiro é aquele em que você precisa tocar prestando muita atenção naquilo que está fazendo. Esse é o ponto em que se faz o arranjo da música, se for própria, ou se “tira” o cover. Aqui, você ainda não está familiarizado com a parte técnica da execução da música. Se você é guitarrista, erra um acorde, esquece uma parte da música, “capa” um solo. Se você é baterista, esquece um bumbo aqui, outro ali, sai do tempo um pouquinho. Se você é baixista, provavelmente vai se enrolar naquele “groove” mais safado. Se você canta, fatalmente vai esquecer a letra.

Depois de muito ensaiar, todo mundo começa a tocar direito a música. Este é o segundo estágio. Aqui, todo mundo acha que já está bom. Nunca parece melhorar muito mais. Você já até se balança tocando. E aqui, muita gente para de buscar a evolução. Acontece que não basta dominar tecnicamente aquilo que se toca. É preciso fazer parte daquilo, incorporar a música. Mesmo se você é um sideman, e nem curte tanto aquilo que está tocando, é preciso estar 100% presente e íntegro. Afinal, se você é músico, deve ter escolhido essa profissão porque ama, certo? Se quisesse ganhar dinheiro, é fato que não estaria buscando isso nesta área…

O terceiro estágio é aquele em que a música passa por dentro de você. Você a respira e transpira. Você não vai mais errar nenhum acorde porque simplesmente nem vai pensar qual acorde está tocando. Ele simplesmente aparece montado no braço da guitarra na hora certa. É aí que você alcançou o “pulo do gato“. Uma boa maneira de comprovar isso é quando você se pega há muito tempo sem tocar aquela música e, no entanto, na hora do ensaio, sai tudo perfeitinho. Não é lindo?

A dica é: mantenha-se presente naquilo que você faz (isso se estende pra tudo na sua vida, ok?). Aproveite aquele exato segundo em que você toca aquela nota. Faça mesmo como se não houvesse nada depois nem tivesse havido nada antes, porque de fato não há. O passado já passou, o futuro nem chegou. Nem um segundo antes, nem um segundo depois. Somente no agora! Ao alcançar esse estágio, você vai perceber como misteriosamente a sua banda soa verdadeira, “redonda” e com toda a energia necessária para tocar qualquer um que esteja na plateia!

Fonte original aqui.

Resultados concretos em cenário de “caos” fonográfico

Publicado em: janeiro 10th, 2011 por Leo Morel | Nenhum comentário

Nessa semana publiquei esse artigo na minha coluna “Mídias musicais” do site Overdubbing:

Foi-se a primeira década do século XXI, e percebe-se que o mercado musical ainda busca alternativas para se adaptar às mudanças surgidas desde o final do século passado, responsáveis pelo declínio de um homogêneo modelo de negócio consolidado pela indústria fonográfica. Se até em um passado recente era bastante clara a forma como a música era escoada como bem de consumo para um mercado consumidor definido, o que se vê ao início de 2011 é a sensação de instabilidade ainda calcada na busca de modelos substitutos que possam solucionar muitos dos obstáculos encontrados em virtude das mudanças vistas.

Nos últimos anos, observou-se o surgimento de algumas iniciativas inovadoras que buscam criar novas alternativas para o desenvolvimento da cadeia produtiva da música. Uma banda que tem obtido resultados concretos com a implementação de estratégias de trabalho que utilizam como base as tecnologias disponíveis é a banda carioca Forfun. Esse conjunto, que vem conquistando cada vez mais seguidores pelo Brasil, realiza sua divulgação exclusivamente na internet e possui sua própria estrutura de trabalho, formada por profissionais de diferentes áreas, como especialistas em marketing digital, técnicos, produtores e o empresário, Marcos Sketch.

Danilo Cutrim, vocalista da banda, em entrevista pessoal para meu livro Música e tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos, comentou sua estrutura de trabalho: “Montamos uma gravadora que é nossa, com outros padrões financeiros e com outras crenças também”. É importante frisar que a receita obtida com as apresentações da banda viabiliza essa estrutura de trabalho: “A gente faz um fundo e dele sai tudo: assessoria de imprensa, assessoria de TV, etc”.

Atualmente, enquanto a Forfun prepara o lançamento de seu novo disco, seu empresário Marcos Sketch realizou um balanço dos resultados obtidos com o último disco da banda, o Polisenso, disponibilizado para download gratuito no site oficial. Ele defende que “por mais que soubesse que o disco fosse parar de qualquer forma em mp3 na internet, acho que a oficialização do download (gratuito) permitiu uma disseminação mais rápida e ainda maior. O alcance que o disco teve com o ‘download oficializado’ fez o som da banda chegar a pessoas e lugares que não chegaria se fosse feito de qualquer outra forma”.

Sketch relatou que no período de dois anos foram contabilizados 700 mil downloads do disco inteiro, baixado diretamente no site oficial da banda, e acredita que, além desses downloads oficiais, por meio da divulgação boca a boca feita pelos fãs e das redes de compartilhamento, o álbum tenha chegado à mão de mais de um milhão de ouvintes. E ressaltou, ainda, que nesses dois anos de trabalho com o Polisenso, a banda obteve a maior receita de toda sua carreira, fez a maior quantidade de shows/ano e tocou em dezenas de cidades por onde a banda nunca havia tocado.

Com isso, podemos ver que já existem iniciativas bem sucedidas no Brasil. Acredito que o nicho do mercado musical jovem, também chamado de teen, esteja ajudando a reescrever as diretrizes do mercado musical brasileiro, pois vemos que estratégias similares às adotadas pela Forfun vêm atingindo resultados bastante promissores.

Uma análise da música pelas novas tecnologias

Publicado em: dezembro 8th, 2010 por Leo Morel | Nenhum comentário

Foi publicada recentemente essa matéria no site Overdubbing:

Uma análise da música pelas novas tecnologias

É com grande satisfação e honra que tive a chance de ler o livro Música e Tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos (à esquerda), do percussionista e baterista Leo Morel, lançado pela editora Azougue. Cabendo literalmente no bolso, a qualidade do conteúdo desse material é diretamente proporcional à riqueza das entrevistas contidas nele. Na verdade, segundo explica Morel, esse trabalho surgiu a partir da sua tese de pós-graduação em Gestão Cultural pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.

O livro descreve de maneira bem interessante, diga-se de passagem, como a inovação tecnológica impactou o mercado musical na visão de um eclético time de artistas, incluindo nomes que vão desde Geraldo Azevedo, Leoni (que escreve a orelha do livro), aos integrantes da banda Forfun, Pedro Luis, Jay Vaquer, entre outros. Além disso, o autor conversou com profissionais que fazem parte da imprensa especializada, como os jornalistas Sergio Cabral e Rodrigo Sabatinelli.

“Foi muito importante que o Leo tenha falado com representantes de toda a cadeia produtiva da música para mostrar como os diferentes setores se posicionam diante da destruição criadora da internet… Se alguém hoje disser que sabe qual é o futuro da música nos próximos 10 anos, pode colocar uma camisa de força e internar”, destaca Leoni na orelha do livro.

Ou seja, leitura indispensável para os que querem refletir um pouco mais sobre o presente e o futuro da música. Para mais informações, e onde comprar a obra, acesse o endereço www.musicaetecnologia.net.

Matéria na íntegra está disponível aqui.

Livro aborda impacto da tecnologia no mercado.

Publicado em: dezembro 6th, 2010 por Leo Morel | Nenhum comentário

Saiu essa matéria sobre meu livro “Música e tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos.” na edição desse mês da revista Áudio, Música e Tecnologia:

Katia Dotto, Leo Morel e Bloco Cru no “Oficina de Voz Independente”

Publicado em: novembro 18th, 2010 por Leo Morel | Nenhum comentário

O cantor e compositor Marcio Guerra recentemente teve a grande iniciativa de fazer um programa voltado para música em seu canal no Youtube que se chama “Oficina de Voz Independente”. No programa de estréia ele comenta o disco de Katia Dotto, fala sobre meu livro “Música e tecnologia” e também fala do Bloco Cru. Confira:

Embarcando para a Feira da Música 2010 em Fortaleza

Publicado em: agosto 17th, 2010 por Leo Morel | Nenhum comentário

Amanhã, 18/08/2010, estou embarcando para Fortaleza para fazer o lançamento do meu livro “Música e tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos” na Feira da Música 2010.  O evento que já virou referência como uma das principais feiras do mercado musical chega nesse ano a sua nona edição e reuniu em 2009 cerca de 40 mil visitantes. É um local mais do que especial para fazer o lançamento e divulgação do livro que está agendado para sexta-feira, 20/08, às 18 horas no Buoni Amici’s – Rua Dragão do Mar 80 – Centro Cultural Dragão do Mar – [85] 3219.5454.

Darei mais notícias do evento em breve. Até lá!

Leo Morel

Entrevista com Leo Morel sobre o lançamento do livro

Publicado em: agosto 1st, 2010 por Léo Morel | 2 comentários