No dias 25 e 26/10 aconteceu na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro o Seminário “Diálogos, cultura e inovação”, onde se debateu a nova possibilidade do “fazer cultural” propiciadas pela sociedade em rede e pelas inovações tecnológicas que representam tanto oportunidades como ameaças para quem atua na área.
Participei do evento no dia 26 como curador e debatedor da mesa “Música e as Novas Mídias” que procurou discutir as mudanças que o setor musical vem sofrendo a partir dos processos de inovação tecnológica e as novas formas de criação, difusão e fruição da música. Além de mim, a mesa contou com as participações da produtora executiva Liana Brauer que trabalha com artistas como a banda Scracho e o compositor Lulu Santos, do músico Vitor Isensee que é fundador e integrante da banda Forfun e do escritor, jornalista e professor da FGV Viktor Chagas.
Um dos pontos abordados no debate foram as estratégias usadas atualmente por agentes da cadeia produtiva da música. Liana Brauer e Vitor da Forfun falaram de que maneira a utilização de ferramentas digitais disponíveis nos dias de hoje estão gerando resultados concretos para o desenvolvimento de uma carreira musical profissional. Além disso, traçou-se um paralelo com a forma pela qual a indústria da música trabalhava no passado em comparação com os dias de hoje.
Importantes foram os depoimentos dos debatedores ressaltando que mesmo com o advento de diversas tecnologias que alteraram de forma considerável a maneira de se produzir, divulgar e consumir música, o modelo tradicional desse negócio com base na execução de músicas nos veículos tradicionais de comunicação como a TV e o rádio continuam tendo grande importância na cadeia produtiva da música. Foi defendido por mim e demais debatedores que acesso a esses veículos continua restrito a poucos artistas que são normalmente ligados às grandes empresas da indústria fonográfica, provando que mesmo com as inovações observadas atualmente, nem tudo mudou. Sobre isso Liana Brauer comentou que muitas bandas que atuam no segmento jovem da música pop quando criam condições de juntar um montante através das apresentações ao vivo, acabam investindo esse dinheiro para arcar com despesas de divulgação no rádio e na TV.
Vale ressaltar que o evento foi registrado em vídeo e áudio e estou aguardando a Fundação Getúlio Vargas disponibilizar esse material. Assim que isso ocorrer postarei aqui.




