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	<title>Música e Tecnologia</title>
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	<description>Um novo tempo, apesar dos perigos</description>
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		<title>Por um mundo (da cultura) melhor?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 16:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma matéria recentemente publicada no jornal Correio Braziliense relatava que o festival Rock in Rio teria recebido irregularmente R$12,3 milhões através da Lei Rouanet, política de incentivo fiscal que possibilita que empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa física) apliquem uma parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais. A reportagem argumentava que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/11/Rock-in-Rio-3953.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-442" title="Rock in Rio 395" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/11/Rock-in-Rio-3953-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Uma matéria recentemente publicada no jornal Correio Braziliense  relatava que o festival Rock in Rio teria recebido irregularmente R$12,3  milhões através da Lei Rouanet, política de incentivo fiscal que  possibilita que empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa física)  apliquem uma parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais. A  reportagem argumentava que o referido montante fere os princípios da  democratização e descentralização defendidos pelo Ministério da Cultura  por se tratar de um evento com fins lucrativos e cobra maior  contrapartida dos produtores do evento. Leia a<a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2011/10/24/interna_politica,275279/rock-in-rio-recebe-irregularmente-verba-milionaria-da-lei-rouanet.shtml#.TqWFAqL7-QU.facebook"> reportagem na íntegra</a>.</p>
<p>Com relação às denuncias apontadas, cabem aos órgãos competentes de  controle fiscalizar e tomar as medidas cabíveis, visto que uma nova  edição do festival está programada para o ano de 2013 e deve-se evitar  que tais procedimentos se repitam. Porém, esse não é o foco deste  artigo. Pretendo aqui refletir se a Lei Rouanet vem realmente  proporcionando o fomento da cultural brasileira de maneira acertada.</p>
<p>Como mencionado anteriormente no artigo <a href="http://overdubbing.com.br/2011/07/21/a-banda-mais-bonita-da-cidade-modelo-colaborativo-da-lucro/" target="_blank">A banda mais bonita: modelo colaborativo que dá lucro</a>,  o setor cultural sempre dependeu de financiamento para se sustentar. No  passado, Leonardo da Vinci e Mozart dependiam do mecenato para exercer  suas funções. Já nos dias de hoje, as leis de incentivo fiscal  tornaram-se essenciais para viabilizar projetos. Porém, de acordo com a  legislação vigente, fica a critério dos agentes do setor privado  decidirem o destino de tais recursos e, por conta disso, questiono até  que ponto é correto que uma empresa possa decidir onde, no setor  cultural, será aplicado o dinheiro público. Como assegurar que tal  mecanismo não contribua primordialmente para a divulgação de marcas em  vez de fomentar a democratização e o acesso aos bens culturais?</p>
<p>Em entrevista ao Correio da Cidadania, o produtor cultural Jorge  Nunes, com experiência na coordenação do CNPq (Conselho Nacional de  Desenvolvimento Científico e Tecnológico), afirma que o motivo de grande  parte das empresas patrocinarem projetos é a exposição da marca. Ele  afirma que: “…na verdade, o que move as empresas no fomento aos  projetos, em primeiríssimo lugar, é o retorno institucional, ou seja, a  associação do produto e da marca da empresa a um evento de categoria,  que tenha importância e desperte interesse da população.” E quando se  trata da diversidade cultural, o produtor alega que existe uma  concentração de aplicação de recursos no eixo Rio-São Paulo. Leia o <a href="http://glaucocortez.com/2009/04/13/lei-rouanet-governo-deve-exigir-contrapartida-das-empresas-diz-produtor-cultural-jorge-nunes/" target="_blank">texto na íntegra</a>.</p>
<p>A Lei Rouanet está em processo de alteração na Câmara dos Deputados,  em Brasília, e está sendo avaliada pela Comissão Nacional de Incentivo à  Cultura (CNIC), formada por representantes da sociedade civil, setores  culturais e governo, responsável pela avaliação e aprovação de projetos  pleiteantes ao incentivo. É um momento bastante oportuno reavaliar o  papel de tais incentivos, corrigir os desvios percebidos e buscar tomar  medidas que objetivem o fomento da cultura brasileira com a finalidade  de que interesses meramente corporativos não fiquem em primeiro plano.  Sonhar não custa nada.</p>
<p>O mesmo tipo de tratamento deve ser posto em prática na questão da  meia entrada para o ingresso a eventos culturais. Nos dias de hoje, a  maioria dos eventos culturais (shows, peças de teatro, cinema, etc.) vem  utilizando o preço da meia entrada como base de cálculo para equilibrar  suas planilhas de custos, fazendo com que o preço cheio seja na verdade  o dobro do que deveria ser. Tal política também necessita ser revista,  pois, assim como aconteceu com os incentivos fiscais, percebeu-se a  ocorrência de vícios, como mostra o artigo “Brasil atrai indústria de  shows com ingressos mais caros do mundo” do site Cultura e Mercado (<a href="http://www.culturaemercado.com.br/mercado/brasil-atrai-industria-de-shows-com-ingressos-mais-caros-do-mundo/" target="_blank">leia aqui</a>).</p>
<p>O momento de prosperidade econômica pelo qual vem passando o Brasil  acarretou a vinda de grandes eventos esportivos ao país como a Copa do  Mundo e as Olimpíadas e de festivais de música de grande porte como o  Rock in Rio. Não seria mais do que necessário repensar nossas políticas  culturais, “por um mundo melhor”?</p>
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		<title>Seminário Internacional Música Independente no contexto Pós-Crise</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/09/28/seminario-internacional-musica-independente-no-contexto-pos-crise/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 20:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Serei um dos palestrantes desse seminário. Estarei presente na mesa &#8220;Música em rede: ampliando a visibilidade e protagonismo?&#8221; que acontece dia 3/10, às 17:30. Os especialistas reunidos neste&#160;seminário&#160;internacional&#160;não se propõem propriamente a discutir o conceito de&#160;indie ou o nível de autonomia dos chamados atores independentes em relação à grande indústria. Na realidade, mais do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b>Serei um dos palestrantes desse seminário. Estarei presente na mesa &#8220;</b><strong><b>Música em rede: ampliando a visibilidade e protagonismo?&#8221; que acontece dia 3/10, às 17:30.</b><br /></strong></p>
<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/09/cartaz_curvas_v10_ponteplural_logo_peq.jpg" mce_href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/09/cartaz_curvas_v10_ponteplural_logo_peq.jpg"><img src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/09/cartaz_curvas_v10_ponteplural_logo_peq.jpg" mce_src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/09/cartaz_curvas_v10_ponteplural_logo_peq.jpg" alt="" title="cartaz_curvas_v10_ponteplural_logo_peq" class="alignnone size-full wp-image-430" height="560" width="400"></a></p>
<p>Os especialistas reunidos neste&nbsp;seminário&nbsp;internacional&nbsp;não se propõem propriamente a discutir o conceito de&nbsp;<i>indie</i> ou o nível de autonomia dos chamados atores independentes em relação à  grande indústria. Na realidade, mais do que discutir os limites do  mundo&nbsp;<i>indie</i>, eles buscam realizar um breve balanço do impacto  das transformações que vêm ocorrendo nos negócios da música nos últimos  anos, seja nas bordas ou mesmo fora do&nbsp;<i>mainstream</i>.</p>
<p>Para o desenvolvimento de suas reflexões  tomam como referência alguns exemplos expressivos que estiveram ou  estão em curso em várias localidades do globo (na Europa, nos EUA, na  América Latina e, especialmente, no Brasil). Afinal, transcorrida mais  de uma década desde que os atores sociais passaram a conviver com a  sensação de que esta indústria cultural estaria vivendo uma crise sem  precedentes, é possível constatar que, de fato, o&nbsp;<i>business</i> da música passa mais propriamente por um processo bastante significativo de transição e de reestruturação.</p>
<p>A discussão dos desafios e das  perspectivas da música independente no âmbito das indústrias midiáticas  reunirá pesquisadores do Brasil, Inglaterra&nbsp;e da Espanha – países onde a  reconfiguração da indústria ocorre de modo mais pronunciado –,  estabelecendo um diálogo entre academia e atores sociais e buscando  alternativas para dinamizar os circuitos culturais mobilizados por estas  manifestações artísticas num contexto pós-crise.</p>
<p>INSCREVA-SE: http://seminariomusicaindependente.wordpress.com/inscricoes/</p>
<p><b>Programação:</b></p>
<p><i>1º dia – 03 de outubro (2ª feira)</i></p>
<p>8:00 – 9:00 horas – Credenciamento</p>
<p>9:00 – 10:00 horas –&nbsp;<b>Mesa de abertura</b></p>
<p>Alessandra Aldé (UERJ)</p>
<p>Luis A. Albornoz (UC3M)</p>
<p>João Pedro Dias Vieira (UERJ)</p>
<p>Micael Herschmann (UFRJ)</p>
<p>10:00 – 12:00 horas –&nbsp;<b>Conferência I</b></p>
<p>Samuel Araújo (UFRJ) –&nbsp;Música, política e sociedade em movimento: desafios e potenciais da crise global</p>
<p>12:00 – 14:00 horas – Almoço</p>
<p>14:00 – 17:00 horas –&nbsp;<b>Mesa 1 – Nas bordas e fora do&nbsp;<i>mainstream</i></b></p>
<p>Moderador: Marcio Gonçalves (UERJ)</p>
<p>Santuza Cambraia Naves (PUC-RJ) -&nbsp;O alternativo no&nbsp;<i>mainstream:</i><i> </i>a tropicália entre Smetak e Muzak</p>
<p>Julio Diniz (PUC-RJ) -&nbsp;Nomadismo e trânsito na produção cultural contemporânea</p>
<p>Olívia Bandeira de Melo e Oona  Castro&nbsp;(Overmundo) –&nbsp;Apropriação de tecnologias e produção cultural:  inovações em cenas musicais da Região Norte</p>
<p>Luís A. Albornoz&nbsp;(UC3M) –&nbsp;Apontamentos sobre a trama empresarial espanhola&nbsp;independente</p>
<p>17:00 – 17:30 horas – Coffe break</p>
<p>17:30 – 20:00 horas –&nbsp;<b>Mesa 2 – Música em rede: ampliando a visibilidade e protagonismo?</b></p>
<p>Moderador: Marildo Nercolini (UFF)</p>
<p>Leo Morel (autor do livro&nbsp;<i>Música e Tecnologia</i>)</p>
<p>Daniel Domingues (Coletivo Ponte Plural/Circuito Fora do Eixo)</p>
<p>Abel do Cavaco (Grupo musical Antigamente)</p>
<p>Jefferson Andrade Silva (Grupo musical Passarela 10)</p>
<p><i>2º dia – 04 de outubro (3ª feira)</i></p>
<p>9:00 – 10:00 horas –&nbsp;<b>Conferência II</b></p>
<p>Andrew Dubber (Universidade de Birmingham) –&nbsp;Música como cultura na Era Digital.</p>
<p>10:00 – 13:00 horas –<b> </b><b>Mesa 3 – (Re)intermediação dos negócios da música</b></p>
<p>Moderador: José Ferrão (UERJ)</p>
<p>Leonardo de Marchi (UFRJ) – Discutindo o papel da produção independente brasileira no mercado fonográfico em rede</p>
<p>Juan Ignácio Gallego (UC3M) – Novas formas de prescrição musical</p>
<p>José Ángel Esteban (UC3M) – Música independente espanhola nas rádios</p>
<p>Marcelo Kischinhevsky (UERJ) – Rádio e musica independente no Brasil</p>
<p>13:00 – 14:30 horas – Almoço</p>
<p>14:30 – 17:30 horas –&nbsp;<b>Mesa 4 – Revisitando a dinâmica de circuitos e cenas</b></p>
<p>Moderadora:&nbsp;Liv Sovik (UFRJ)</p>
<p>Cíntia SanMartin Fernandes (UERJ) –&nbsp;<i>Musicabilidade</i> no Rio de Janeiro: o samba e choro nas ruas-galerias do Centro</p>
<p>Simone Pereira de Sá (UFF) – Aspectos da economia musical popular no Brasil: o circuito do funk carioca</p>
<p>Felipe Trotta (UFPE) – “Tradicional é na capital”: a circulação do forró pé de serra no Recife</p>
<p>Micael Herschmann (UFRJ) – Ruas que cantam: ativismo seresteiro e desenvolvimento local em Conservatória</p>
<p>17:30 – 18:00 horas – Coffe break</p>
<p>18:00 – 20:30 horas –&nbsp;<b>Mesa 5 – Novos&nbsp;<i>business</i> da música</b></p>
<p>Moderador: Eduardo Granja Coutinho (UFRJ)</p>
<p>Felipe Llerena (Imusica)</p>
<p>Paulo Monte (Bolacha Discos)</p>
<p>Adilson Pereira (Coordenador do Circo Voador)</p>
<p>Daniel Koslinski (Grupo Matriz)</p>
<p>Carlos Mils (Vice-Presidente da ABMI)</p>
<p>Bruno Levinson (Oi FM)</p>
<p>20:30 – 21:30 horas -<b> </b><b>Coquetel e lançamento da coletânea&nbsp;<i>Nas bordas ou fora do mainstream. Novas tendências da Música Independente no início do século XXI </i></b>(Editora Estação das Letras e das Cores). Local: Auditório do RAV, no Campus da UERJ.</p>
<p><b> </b></p>
<p>22:00 horas –<b> </b><b>Festa  de confraternização no Teatro Odisséia (na Lapa) com as bandas  Ganeshas, Destemido Walace e Passarela 10, a partir das 22h. Gratuito.</b></p>
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		<title>&#8216;A banda mais bonita da cidade&#8217;: modelo colaborativo que dá lucro</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 19:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Grupo arrecada com fãs mais de R$52mil para gravação do primeiro disco Depois de se tornar um fenômeno na internet devido à disseminação do vídeo da música Oração, que já registra mais de seis milhões de acessos, A Banda mais bonita da cidade apostou na força das redes sociais e na comunicação direta com seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><strong>Grupo arrecada com fãs mais de R$52mil para gravação do primeiro disco</strong></span></p>
<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/07/leo_morel_balao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-422" title="leo_morel_balao" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/07/leo_morel_balao.jpg" alt="" width="112" height="167" /></a>Depois de se tornar um fenômeno na internet devido à disseminação do vídeo da música <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE" target="_blank">Oração</a>,  que já registra mais de seis milhões de acessos, A Banda mais bonita da  cidade apostou na força das redes sociais e na comunicação direta com  seu público para gravar seu primeiro CD. Por meio de um sistema de  financiamento colaborativo (<a href="http://catarse.me/abandamaisbonitadacidade" target="_blank">conheça aqui o site</a>), os fãs  puderam escolher quais canções farão parte do novo trabalho, tendo como  vantagem o acesso a benefícios que variam de acordo com a quantia por  eles fornecida. Ao contribuir com <strong>R$10,00</strong> (valor  mínimo estipulado), por exemplo, a pessoa ganhará o direito de receber a  música por ela selecionada assim que a mesma ficar pronta. Já por <strong>R$300,00</strong> (valor máximo), o colaborador poderá assistir a gravação da música.<br />
Após trinta e quatro dias na <a href="http://catarse.me/abandamaisbonitadacidade" target="_blank">Catarse</a>,  plataforma especializada em financiamento colaborativo, a Banda, por  meio de sua assessoria de imprensa, divulgou que das doze músicas  colocadas no site, onze atingiram o valor solicitado para a gravação. No total, foram <strong>903 colaboradores</strong> de <strong>155 cidades</strong> do Brasil. Do exterior, registraram-se contribuições de fãs de países  como Portugal, Estados Unidos e Itália. A cifra arrecadada ultrapassou <strong>R$52 mil</strong> e a maior parte veio de pessoas que doaram <strong>R$25,00</strong> e em troca irão receber o CD da banda. O mapa abaixo aponta de onde foram feitas as contribuições em território brasileiro:</p>
<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/07/Mapa-Brasil-colaborações-A-Banda-Mais-Bonita-da-Cidade.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-423" title="Mapa Brasil colaborações  A Banda Mais Bonita da Cidade" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/07/Mapa-Brasil-colaborações-A-Banda-Mais-Bonita-da-Cidade.jpg" alt="" width="659" height="517" /></a></p>
<p>Segundo sua assessoria, esse material será lançado ainda em 2011 e as  gravações acontecerão entre julho e agosto. Além disso, como proposta da  banda, todas as músicas serão documentadas em vídeo, onde apenas quatro  das onze serão em estúdio, todas as demais serão realizadas em locações  diversas.</p>
<p>Com  a crise do modelo de negócios estabelecido pela indústria fonográfica e  a ascensão de novas tecnologias, A Banda mais bonita da cidade  encontrou uma excelente maneira de financiar os custo de produção de um  disco e ao mesmo tempo promover a aproximação direta com seu público.  Aproveitou-se o momento em que a música Oração se tornou um fenômeno  viral na internet, responsável por colocar a banda em evidência, para  contar com a contribuição de fãs nessa empreitada e o resultado foi  bastante promissor, visto que o montante arrecadado lhes permitirá  realizar seu primeiro CD utilizando uma boa infraestrutura de gravação.</p>
<p>As artes sempre necessitaram de algum tipo de financiamento para se  sustentar. Leonardo da Vinci e Mozart, por exemplo, dependiam do Estado  para trabalhar e, em tempos mais recentes, a indústria fonográfica teve  esse papel de investidor no mercado da música durante grande parte do  século XX e início do XXI. Atualmente, muitos artistas encontraram nas  redes sociais e na aproximação com seu público uma excelente ferramenta  para auxiliá-los a financiar suas carreiras e, no Brasil, muitos também  vêm buscando investimento via políticas de leis incentivos fiscais. Pelo  fato de não ter surgido um modelo de negócio hegemônico, como o  implementado pelas gravadoras no passado, tornou-se necessário buscar  novas e criativas maneiras de se trabalhar no mercado musical, e  exemplos como o da Banda mais bonita da cidade podem servir como  referência para outros artistas e demais agentes da cadeia produtiva da  música.</p>
<p>Artigo publicado originalmente no O Globo online em:<a href="http://oglobo.globo.com/blogs/overdubbing/posts/2011/07/21/banda-mais-bonita-da-cidade-modelo-colaborativo-que-da-lucro-393614.asp" target="_blank"> http://oglobo.globo.com/blogs/overdubbing/posts/2011/07/21/banda-mais-bonita-da-cidade-modelo-colaborativo-que-da-lucro-393614.asp</a></p>
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		<title>É preciso saber viver (de música)…</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/06/08/e-preciso-saber-viver-de-musica%e2%80%a6/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 15:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amadores]]></category>
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		<description><![CDATA[Gravadoras em crise, queda na venda de CDs e download de músicas na internet. Desde o final do século passado, o mercado musical não é mais o mesmo. E o que os músicos estão fazendo para sobreviver no século XXI? O processo de evolução tecnológica gerou significativas alterações na cadeia produtiva da música, ocasionando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><strong>Gravadoras em crise, queda na venda de CDs e download de  músicas na internet. Desde o final do século passado, o mercado musical  não é mais o mesmo. E o que os músicos estão fazendo para sobreviver no  século XXI?</strong></strong></h2>
<p style="text-align: center;"><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/06/viver_musica5.jpg"><img class="size-full wp-image-416 aligncenter" title="viver_musica" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/06/viver_musica5.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O processo de evolução tecnológica gerou significativas alterações na  cadeia produtiva da música, ocasionando o declínio de um modelo de  negócio que foi hegemônico durante grande parte do século passado  baseado na ascensão da indústria fonográfica. Se, até então, a maioria  dos artistas da música popular dependia de tais agentes como  investidores para desenvolver suas carreiras, como atuar nos dias de  hoje em um cenário em que esse artista é cada vez mais responsável pela  gestão e financiamento de seu trabalho? De que forma uma banda cria  condições para financiar seu trabalho e tirar seu sustento nos dias de  hoje?</p>
<p>Primeiramente, é importante observar que o mercado musical tem  diversos nichos e diferentes formas de inserção. O produtor musical e  instrutor de cursos gerenciais Leonardo Salazar, em seu livro <em>Música Ltda: o negócio da música para empreendedores (</em><a href="http://www.musicaltda.com.br/">http://www.musicaltda.com.br/</a>), classifica esses estágios, agrupando os músicos da seguinte maneira:</p>
<p><strong>- Músico amador:</strong> aquele que exerce uma atividade  profissional fora da área musical para se sustentar, sendo a música uma  atividade “extra”, podendo tirar ou não remuneração dela.</p>
<p><strong>- Semiprofissional:</strong> aquele que ganha remuneração com  a música, mas necessita de outra atividade econômica para tirar seus  rendimentos a fim de equilibrar seu orçamento.</p>
<p><strong>- Profissional:</strong> aquele que vive exclusivamente de música, sendo essa sua principal fonte de renda.</p>
<p>Muitos exercem a profissão da música sem necessariamente viver  exclusivamente dela. O compositor Guinga, por exemplo, dividiu durante  muito tempo sua carreira musical com a de dentista e Vinícius de Moraes  foi diplomata. Também é comum um músico utilizar seus rendimentos  adquiridos fora do âmbito musical para investir em sua carreira  artística.</p>
<p>Atualmente, são bastante variadas as possibilidades de trabalho na  área musical, muitos atuam em diferentes nichos do mercado para tirar  seu sustento e são raros aqueles que vivem exclusivamente de uma única  atividade profissional. Grande parte dos músicos busca desenvolver  diferentes especializações para aumentar suas oportunidades de trabalho.  Um instrumentista pode, por exemplo, ter seu repertório autoral  próprio, acompanhar outros artistas como contratado, realizar gravações e  dar aulas. Para um técnico de som, por exemplo, existe a possibilidade  de trabalhar com sonorização em casas de show e também gravar bandas em  estúdios. As combinações podem variar de acordo com a aptidão e  aspiração de cada um. O produtor Salazar aponta em seu livro algumas  destas possibilidades profissionais do setor musical atualmente:</p>
<p>- Banda autoral;<br />
- Banda tributo, ou <em>cover;</em><br />
- Banda, ou orquestra de baile;<br />
- Sonorização para eventos:<br />
- Montagem de estrutura;<br />
- Empresariamento artístico (<em>management);</em><br />
- Agenciamento (<em>booking);</em><br />
- Produção executiva (show, ou disco);<br />
- Produção de turnê (<em>tour manager)</em>;<br />
- Técnica (som, luz, palco);<br />
- Direção artística (disco ou show);<br />
- Casa de show, teatro, boate, bar (música ao vivo);<br />
- Produção fonográfica (gravadora);<br />
- Edição musical (editorial);<br />
- Distribuição de discos (distribuidora);<br />
- Comércio de discos, DVD e afins;<br />
- Comércio de instrumentos, equipamentos e acessórios;<br />
- Fabricação e reparo de instrumentos, equipamento e acessórios;<br />
- Composição (autor);<br />
- Instrumentista, ou intérprete (tocando/cantando/gravando para terceiros);<br />
- Cantor independente (voz e violão);<br />
- Arranjador;<br />
- Maestro;<br />
- Trilha sonora (publicidade, jogos, teatro, cinema, moda);<br />
- Dj (rádio, show, festa, boate);<br />
- Sinfônica (emprego público);<br />
- Ensino (licenciatura);<br />
- Estúdio de ensaio;<br />
- Estúdio de gravação;<br />
- Estúdio móvel;<br />
- Mixagem;<br />
- Masterização;<br />
- Replicação de mídia (vinil, CD, DVD);<br />
- Organização de eventos (festivais, concursos, prêmios, shows);<br />
- Marketing cultural (elaboração e captação de projetos musicais);<br />
- <em>Design </em>(capas de disco e material gráfico);<br />
- <em>Web </em>(programação ou <em>design </em>para o setor);<br />
- Assessoria de imprensa (especializada em música);<br />
- Produtora de vídeo (clipes, documentários, DVDs);<br />
- Tecnologia da informação (produtos para o setor).</p>
<p>Assim, são muitas as opções disponíveis no mercado da música para se  trabalhar e vale ressaltar que uma opção não exclui a outra, pois um  músico pode administrar sua carreira realizando diferentes funções de  acordo com sua agenda e aspirações profissionais. Na verdade, nos dias  de hoje a realidade impõe o músico a “se virar nos trinta”, ele faz de  tudo um pouco, sendo uma verdadeira <em>metamorfose ambulante. </em>Além  de tocar, ele se vê obrigado e ter noções de áreas que fogem do  universo musical como gestão e marketing, por exemplo. Para tal, existem  algumas publicações no Brasil que podem auxiliar a lidar com essas  questões e a entender melhor esse novo mundo da música. Em breve  pretendo tratar disso por aqui (por ora, outra dica legal também é  acompanhar aqui no Overdubbing a <a href="http://overdubbing.com.br/category/colunas/sonhos-de-um-produtor/">coluna do Fernando Moura</a> sobre o dia-a-dia dos trabalhos na música).</p>
<p><strong><strong><br />
</strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resposta do ECAD às denúncias</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/05/25/resposta-do-ecad-as-denuncias/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 22:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ECAD colocou um site no ar para responder as denúncias feitas recentemente na imprensa. O artigo abaixo foi publicado lá: O que está por trás das denúncias contra o Ecad Em julho de 2009, seis empregados da Caixa Econômica Federal foram presos, depois de descoberto um esquema fraudulento que desviou R$ 13 milhões da instituição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ECAD colocou um site no ar para responder as denúncias feitas recentemente na imprensa. O artigo abaixo foi publicado lá:</p>
<p><strong>O que está por trás das denúncias contra o Ecad</strong></p>
<p>Em julho de 2009, seis empregados da  Caixa Econômica Federal foram  presos, depois de descoberto um esquema  fraudulento que desviou R$ 13  milhões da instituição financeira para a  quadrilha.  Nesse mesmo ano,  funcionários do departamento de marketing do  Banrisul foram detidos  pela Polícia Federal, acusados de roubarem R$ 10 milhões  utilizando  operações de superfaturamento em materiais publicitários. Casos como   esses acontecem aos montes, independente do porte das empresas e dos  controles  internos utilizados para evitar situações dessa natureza. E  todas essas  ocorrências são resolvidas no âmbito interno das empresas,  através dos  instrumentos legais e de coerção policial.</p>
<p>O Escritório Central de Arrecadação  e Distribuição &#8211; Ecad não está  imune a eventuais tentativas de fraudes, assim  como qualquer outra  empresa que movimente cifras elevadas e conte com um quadro  numeroso de  funcionários. O que difere o Ecad de qualquer outra organização   comercial, no entanto, é a <strong>exploração política</strong> que se faz sempre que  algum <strong>ato isolado</strong> é detectado.</p>
<p>Não importa se todos os  procedimentos corriqueiros a este tipo de  situação são tomados. Talvez pela  própria natureza da entidade, e dada a  importância dos interesses dos  envolvidos &#8211; autores, compositores,  músicos, entre outros artistas &#8211; eventuais  deslizes e má conduta  isolados ganham manchetes e pedidos de CPI.</p>
<p>O pano de fundo dessa questão não é  moral. É econômico. E o que está  em jogo é a luta pelo direito de receber o que  os criadores entendem  ser justo pelo uso de suas músicas por poderosos  conglomerados de  comunicação, empresas prestadoras de serviços de televisão por   assinatura, provedores de conteúdo, diversos tipos de usuários de   música.</p>
<p>Lamentavelmente, essas grandes  empresas usam do seu poder de fogo  como detentoras do monopólio da comunicação  no País e naturais  influenciadoras da opinião pública para disseminarem  informações  incorretas e tendenciosas, que só servem para defenderem o direito  que  julgam possuir contra o dos artistas que com suas músicas valorizam as  suas  grades da programação.</p>
<p>Buscam ainda através da divulgação  de notícias difamatórias,  instrumentalizar o Congresso Nacional, induzindo  alguns políticos ao  erro de querer tratar casos envolvendo uma <strong>entidade  privada</strong> &#8211; e resolvidos em fórum adequado &#8211; em escândalo passível de  Comissão Parlamentar de Inquérito.</p>
<p>O Ecad, no legítimo direito de  restabelecer a verdade, não se calará. E  é por esse motivo que a verdade se  restabelece aqui, ao longo desta  página.</p>
<p>Fonte orginal <a href="http://respostadoecad.ecad.org.br/o_que_esta_por_tras_das_denuncias_contra_o_ecad.aspx" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Ecad deve ser investigado por duas CPIs</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/05/23/ecad-deve-ser-investigado-por-duas-cpis/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 16:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
				<category><![CDATA[(sem categorização)]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado na Folha de S. Paulo &#8211; 23/5/2011 &#8211; Por Roberto Kaz: A Assembleia Legislativa do Rio vai instalar, na próxima terça-feira, uma CPI para investigar o funcionamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A proposta partiu do deputado estadual André Lazaroni (PMDB-RJ). Em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) propôs outra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado na Folha de S. Paulo &#8211; 23/5/2011 &#8211; Por Roberto Kaz:</p>
<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/05/ecad2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-400" title="ecad[2]" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/05/ecad2.jpg" alt="" width="250" height="212" /></a>A Assembleia Legislativa do Rio vai instalar, na próxima terça-feira, uma CPI para investigar o funcionamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A proposta partiu do deputado estadual André Lazaroni (PMDB-RJ).</p>
<p>Em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) propôs outra CPI, no Senado, para investigar o Ecad.</p>
<p>André Lazaroni disse que a CPI na Assembleia é uma resposta à sucessão de denúncias que vem recaindo sobre o Ecad, responsável por distribuir direitos de obras musicais a seus compositores.</p>
<p>No último mês, o Ecad foi acusado de pagar R$ 127,8 mil a Milton Coitinho dos Santos, que assinava a autoria de composições. A Folha localizou Coitinho em Bagé (RS). Ele é motorista de ônibus, afirma não tocar &#8220;nem gaita&#8221; e nunca ter recebido a soma da entidade.</p>
<p>Há, ainda, outras denúncias de fraude, como a de 2004, em que R$ 1.140.198 de crédito retido (dinheiro que deveria ser distribuído igualmente entre todos os compositores) foi transformado em receita do escritório.</p>
<p>Procurada pela Folha, a superintendente do Ecad, Glória Braga, não quis se manifestar sobre as denúncias.</p>
<p>Por meio da assessoria, a entidade declarou que publicará, hoje, uma nota que não só esclareça o caso mas também aponte para os interesses do grupo Globo no Ecad.</p>
<p>O grupo é o principal autor das denúncias, por meio de reportagens de &#8220;O Globo&#8221;. E corre no Superior Tribunal Justiça uma ação movida pela TV Globo contra o Ecad.</p>
<p>A emissora tenta manter o valor mensal pago à entidade (R$3,8 milhões) contra o resjuste para R$ 10,4 milhões exigido pelo Ecad. Em um ano, a TV Globo teria de pagar o equivalente a 27% do total recebido pelo Ecad em 2010 (R$ 433 milhões).</p>
<p>Procurada pela Folha, a TV Globo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se posicionará antes de tomar conhecimento do conteúdo da nota do Ecad prevista para hoje.</p>
<p>Lazaroni diz só ter tomado conhecimento da disputa entre Globo e Ecad após a aprovação da CPI. &#8220;Soube na quinta-feira passada. E não tenho nada a ver com essa briga. Minha preocupação é em agir de acordo com o interesse dos compositores.&#8221;</p>
<p>Já o senador Rodrigues diz ter sido procurado pela diretoria do Ecad justamente em função da disputa judicial com a Globo.<br />
&#8220;Falei que eles deveriam tornar isso público. Se o artista brasileiro recebe menos por causa da Globo, é um assunto que interessa à CPI.&#8221;</p>
<p>Fonte original <a title="aqui" href="http://www.musicnews.art.br/news.aspx?ID=33605" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>O videoclipe não é mais como antigamente?</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/05/09/o-videoclipe-nao-e-mais-como-antigamente/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 15:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo publicado por mim na minha coluna Mídias Musicais do site Overdubbing. Se no passado o videoclipe foi considerado um eficaz instrumento de marketing e foco de grandes investimentos de agentes da cadeia produtiva da música, vemos que o cenário atual sofreu grandes alterações. Enquanto que a indústria do disco apresenta sucessivos prejuízos com base [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado por mim na minha coluna <a title="Mídias Musicais" href="http://overdubbing.com.br/category/colunas/midias-musicais/" target="_blank">Mídias Musicais</a> do site <a title="Overdubbing" href="http://overdubbing.com.br/" target="_blank">Overdubbing</a>.</p>
<p><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/05/video_leo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-393" title="video_leo" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/05/video_leo1.jpg" alt="" width="500" height="503" /></a></p>
<p>Se no passado o videoclipe foi considerado um eficaz instrumento de  marketing e foco de grandes investimentos de agentes da cadeia produtiva  da música, vemos que o cenário atual sofreu grandes alterações.  Enquanto que a indústria do disco apresenta sucessivos prejuízos com  base na queda da venda de seus produtos, assistimos a popularização da  tecnologia capaz de registrar e disponibilizar acervo audiovisual. Com  isso, observou-se o volume de informação disponível gratuitamente  aumentar de forma exponencial. Para muitos artistas e pessoas ligadas ao  meio musical, o grande desafio nos dias de hoje é chamar a atenção do  público em meio a um mar quase infinito de músicas e vídeos.</p>
<p>E em meio a esse “caos”, qual seria o papel do videoclipe nos dias de hoje? <strong>Que  alterações foram percebidas com o advento de tecnologias capazes de  registrar e disponibilizar com facilidade acervo audiovisual?</strong> Para entender esse momento, busquei conversar com dois profissionais  ligados ao setor musical e de vídeo: o primeiro é o músico, DJ e  jornalista musical Melvin Ribeiro (twitter.com/melvin) e o outro, o <em>videomaker</em> e diretor de arte Grima Grimaldi (<a href="http://www.grimagrimaldi.com/">www.grimagrimaldi.com/</a>).</p>
<p>Grima defende que nunca foi tão fácil produzir um vídeo: <em>“… meu  filho e a namorada são músicos, eles estão sempre gravando seus  videoclipes aqui em casa e disponibilizando o material na internet. As  novas câmeras digitais de vídeo e fotografia que gravam em alta  resolução e som digital têm feito com que essa produção caseira venha  melhorando gradativamente a qualidade sem precisar gastar muita grana.”</em></p>
<p>Além disso, o diretor de arte acredita que tais inovações  contribuíram para alterar as configurações do mercado, visto que teriam  ajudado, na visão dele, a enfraquecer barreiras restritivas impostas por  agentes do setor. Ele comenta: <em>“… eu acredito que a melhor maneira  de divulgar um trabalho de vídeo atualmente é utilizar as redes sociais  gratuitas. Isso é proveitoso não só para o artista, mas principalmente  para o público, pois não terá mais de depender exclusivamente de um  programador da TV, que recebe seu jabá, para consumir cultura. Passamos  anos sendo obrigados a assistir e a ouvir o que as rádios, as TVs e as  gravadoras nos impunham. Alguns agentes da indústria não esperavam que  essa concorrência viesse de forma tão forte e com tanta produção de  qualidade”</em>, destaca Grima.</p>
<p>Já o músico Melvin Ribeiro acredita que as emissoras de TV perderam  seu interesse pelos videoclipes por conta do grande volume de material  produzido nos dias de hoje e defende que se no passado o investimento na  produção dessa ferramenta era essencial para o desenvolvimento de uma  carreira profissional, e estimular as vendas de discos, hoje em dia ele  crê que o foco mudou. <em>“Antigamente, as bandas faziam um videoclipe  com o intuito de passar sua imagem estética para o público e alavancar a  venda de discos. Hoje em dia, vários artistas acham que vale mais a  pena usar técnicas do marketing viral com o intuito de atrair a atenção  de indivíduos que normalmente não se interessariam pela banda por  simples questão de empatia musical. Pra mim, o caso de maior sucesso que  retrata isso é o vídeo da música </em>Pork and beans<em>, da banda norte-americana Weezer.”</em></p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/PQHPYelqr0E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Uma das razões atribuídas ao sucesso de audiência desse videoclipe é o  fato da banda aparecer interagindo com diversos vídeos que ficaram  famosos na internet na época de seu lançamento, em 2007. Para Melvin,  essa iniciativa fez a banda ficar conhecida entre pessoas que vão além  do público tradicional do Weezer.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=cfOa1a8hYP8">http://www.youtube.com/watch?v=cfOa1a8hYP8</a></p>
<p>Outro exemplo é o da música <em>Lotus Flower</em> da banda <em>Radiohead</em>, em que o vocalista Tom York aparece dançando uma coreografia que causou espanto de muita gente: <em>“…eles  (Radiohead) podiam ter feito um videoclipe lindo, maravilhoso, bem  fotografado e ninguém ia querer saber a respeito, mas o Tom York  dançando vira uma notícia que sai da esfera dos fãs e passa a ser  comentada por mais gente. E é a partir daí que surge a chance de outras  pessoas passarem a conhecer a banda.”</em> </p>
<p>Assim, percebe-se que o barateamento ao acesso a ferramentas de  produção e divulgação de vídeo e música possibilitou a produção de  acervo audiovisual a custos menores. Além disso, vemos que mesmo com  todas as mudanças de cenário apontadas, o videoclipe ainda é uma ótima  forma de divulgar um trabalho musical. O desafio nos dias de hoje é  transformar uma boa ideia em um bom produto e disseminá-lo no mundo  virtual para gerar frutos no mundo real.</p>
<p>Fonte original <a title="aqui" href="http://overdubbing.com.br/2011/04/27/videoclipe-nao-e-mais-como-antigamente/" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Não é intervenção</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/04/30/nao-e-intervencao/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Apr 2011 15:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
				<category><![CDATA[(sem categorização)]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado no Portal Clipping do Ministério do Planejamento. Autor(es): AGENCIA O GLOBO:Dado Villa-Lobos O Globo &#8211; 29/04/2011﻿ Odebate sobre a reforma da lei de direitos autorais proposto pelo MinC, em 2010, que ficou 75 dias em consulta pública, tem seguido caminhos tortuosos. O que o anteprojeto de lei defende &#8211; e nós também &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo publicado no <a title="Portal Clipping do Ministério do Planejmento" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/index_html?day:int=30&amp;month:int=04&amp;year:int=2011&amp;orig_query=None&amp;data=30/04/2011" target="_blank">Portal Clipping do Ministério do Planejamento</a>.</p>
<p>Autor(es): AGENCIA O GLOBO:Dado Villa-Lobos</p>
<p>O Globo &#8211; 29/04/2011﻿</p>
<p>Odebate sobre a reforma  da lei de direitos autorais proposto pelo MinC, em 2010, que ficou 75  dias em consulta pública, tem seguido caminhos tortuosos. O que o  anteprojeto de lei defende &#8211; e nós também &#8211; é que a gestão coletiva no  Brasil, hoje exercida pelo Escritório Central de Arrecadação e  Distribuição (Ecad), volte a ser regulada pelo Estado. Não se deve  confundir fiscalização com intervenção. Na maioria dos países  desenvolvidos é assim: as entidades de gestão coletiva, que administram  dinheiro de terceiros por meio de um monopólio concedido pelo Estado,  são fiscalizadas por este. Se por um lado é compreensível a necessidade  de centralização da arrecadação e da distribuição, por outro são  essenciais a regulação e a fiscalização deste &#8220;direito de exclusividade&#8221;  por uma instituição externa.</p>
<p>Neste passo, além da transparência tão almejada por nós, autores, o  Estado poderá exigir a correta cobrança dos direitos autorais. Com  valores justos, a inadimplência, sempre anunciada como sendo o maior  problema do Ecad, vai naturalmente diminuir. Por que então não apoiar  essas medidas? No lugar de poucos pagando muito, teremos muitos pagando  um pouco menos. Com isso ganhamos todos. O número elevado de ações na  Justiça tratando de direito autoral diminuirá, beneficiando os  envolvidos na cadeia produtiva e também a toda sociedade.</p>
<p>Outro grande benefício de termos o Estado como guardião do processo  autoral é que dele nós, cidadãos, podemos nos queixar. Porém, de uma  associação privada, que não tem nenhuma instituição que a fiscalize, só  nos resta aceitar as regras do jogo, que nem sempre conhecemos e com as  quais nem sempre concordamos.</p>
<p>O texto da reforma segue à risca os preceitos das convenções de Berna e  de Roma, das quais o país é signatário; alinha-se às regras da  Organização Mundial do Comércio (OMC);e está em conformidade com nosso  Código Civil. O anteprojeto traz ferramentas para que outros formas de  arte também recebam direitos autorais, beneficiando diretores, atores,  roteiristas, dubladores, fotógrafos e coreógrafos, entre outros.</p>
<p>Nos parece bastante óbvio que quem não quer fiscalização tem que ser  fiscalizado. Se, em lugar de negar a supervisão estatal, os gestores do  sistema se dispusessem a colaborar com sua experiência de arrecadação e  distribuição, estaríamos bem mais avançados no debate. Acreditamos que  isso ainda seja possível. Seria o mais sábio. Que a arte nos ilumine e  nos faça ir adiante na discussão.</p>
<p>Fonte original <a title="aqui" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/29/nao-e-intervencao" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		</item>
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		<title>Banco da Warner Music caiu 72% em cinco anos &#8230;</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/04/27/banco-da-warner-music-caiu-72-em-cinco-anos/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 15:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
				<category><![CDATA[(sem categorização)]]></category>

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		<description><![CDATA[Ações da WMG fecharam em 7,46 dólares na quinta-feira (os mercados estavam fechados para Sexta-Feira Santa). Isso se compara com uma valorização de 24,46 dólares na semana encerrada em 24 de abril de 2006, uma queda de 71,81 por cento sobre na extensão de cinco anos. Em uma base financeira, um recente mergulho profundo pela Digital Music News [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: x-small;"><span><span><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: x-small;"><span><span><span><span><span><span><span><span><span><span><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/04/wmg.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-384" title="wmg" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/04/wmg.jpg" alt="" width="250" height="161" /></a></span></span></span></span></span></span></span></span>Ações da WMG fecharam em 7,46 dólares na quinta-feira (os mercados estavam fechados para Sexta-Feira Santa). Isso se compara com uma valorização de 24,46 dólares na semana encerrada em 24 de abril de 2006, uma <strong>queda de 71,81 por cento</strong> sobre na extensão de cinco anos. Em uma base financeira, um recente mergulho profundo pela Digital Music News revelou perdas agregadas de <a href="http://digitalmusicnews.com/stories/041211wmg">topping $ 10000000000</a> longo dos últimos dez anos.</p>
<p>Ações  da WMG têm rotineiramente mergulhado abaixo de $ 5 no ano passado, e as  ações bateram lá embaixo com o valor de US $ 1,68 em 2 de março, 2009. A empresa está atualmente com a aquisição consolidada de entretenimento e oferece mais de US $ 3 bilhões.</p>
<p></span></span></span></span> </span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><img src="http://www.digitalmusicnews.com/research/wmgslide.gif" alt="" width="475" /></span></p>
<p><span><span><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: x-small;"> (Gráfico completo disponível </span></span></span></span><a href="http://www.digitalmusicnews.com/research/wmgslide.gif"><span><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;">aqui</span></span></a><span><span><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: x-small;"> )</span></span></span></span></p>
<p><span><span><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: x-small;">Fonte original <a title="aqui" href="http://www.digitalmusicnews.com/stories/042211wmg#29KqiNRvRys9KNquigqoKw" target="_blank">aqui</a>.<br />
</span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O visível e o invisível no debate sobre a cultura</title>
		<link>http://musicaetecnologia.net/2011/04/26/o-visivel-e-o-invisivel-no-debate-sobre-a-cultura/</link>
		<comments>http://musicaetecnologia.net/2011/04/26/o-visivel-e-o-invisivel-no-debate-sobre-a-cultura/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 17:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leo Morel</dc:creator>
				<category><![CDATA[(sem categorização)]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado por Rodrigo Guimarães Nunes na Carta Maior: Deve-se pensar a política de cultura segundo um modelo ultrapassado que funcionava para poucos, ou um novo modelo que cria possibilidades para muitos? Deve-se pensar a partir dos “grandes” consagrados pelas antigas regras do jogo, ou dos “pequenos” e “médios” que jamais “chegarão lá” nos mesmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><strong><strong>Artigo publicado por Rodrigo Guimarães Nunes na <a title="Carta Maior" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm" target="_blank">Carta Maior</a>:</strong></strong></h2>
<p><strong><strong><a href="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/04/foto_mat_27543.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-375" title="foto_mat_27543" src="http://musicaetecnologia.net/wp-content/uploads/2011/04/foto_mat_27543.jpg" alt="" width="190" height="204" /></a><br />
</strong></strong></p>
<p><strong><strong> </strong><strong> </strong></strong></p>
<h2>Deve-se pensar a política de cultura segundo um modelo ultrapassado  que funcionava para poucos, ou um novo modelo que cria possibilidades  para muitos? Deve-se pensar a partir dos “grandes” consagrados pelas  antigas regras do jogo, ou dos “pequenos” e “médios” que jamais  “chegarão lá” nos mesmos termos? Da perspectiva de reforçar um sistema  que necessariamente cria exclusão e escassez, ou da expansão do número  de produtores de cultura que conseguem viver de seu trabalho? A partir  da base ou da ponta? O que incomoda é que o novo MinC, que deveria estar  puxando esses debates, ou não os compreende, ou cria, sobre eles, uma  confusão deliberada.</h2>
<p>Cientes da amplitude do apoio às políticas  da gestão anterior, os novos ocupantes do MinC têm se apressado em negar  qualquer ruptura entre as gestões. Segundo a <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-nova-lei-de-direito-autoral-0#more" target="_blank">ministra Ana de Hollanda</a>,  “um governo de continuidade pode ter outros focos, o que não significa  anular ou inverter o que foi feito.” O que é curioso – e preocupante –  nessa tentativa de apresentar os novos rumos como continuação dos  antigos é que, sempre que se fala destes, parece ser ou para criticá-los  de forma velada, ou para elogiá-los por ser aquilo que não eram. Em  outras palavras, talvez na ausência de uma nova agenda ou no temor de  publicamente assumi-la, busca-se afirmar uma continuidade com algo que  se demonstra desconhecer ou desaprovar.</p>
<p>É uma negação que, pelo  jeito de negar, parece confirmar o que nega: “a dama protesta demais”,  como disse a mãe de Hamlet, vendo-se representar numa peça de teatro.  Justamente por isso convém, à maneira dos psicanalistas, escutar este  discurso, para ouvir, naquilo que diz, o que deixa de dizer: o modo como  organiza sua luz e suas sombras, como distribui o visível e o  invisível.</p>
<p>Até aqui, a maior celeuma envolvendo a nova gestão é a  do passo atrás na reforma do direito autoral. Não tanto (ou apenas)  pela controvérsia própria ao tema, mas principalmente pela forma como  nela se operou. Primeiro, retirando um anteprojeto de lei resultante de  um debate de cinco anos, aberto a todos os interessados, com o pitoresco  argumento de que este seria, ao mesmo tempo, amplamente desconhecido e  rejeitado. Em seguida, substituindo a pessoa que acompanhou todo o  processo pela Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) por alguém com  vínculos históricos com os maiores interessados em deixar a área como  está: o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD). (Se  você quisesse conhecer melhor o trabalho que estava sendo feito antes de  você chegar, retiraria do cargo quem melhor o conhecia?) A situação já  foi comparada a botar um ruralista para cuidar da reforma agrária, mas  se assemelha mais ao “tapetão” de nossos cartolas futebolísticos: onde o  time que perdeu “em campo” (no debate de cinco anos) consegue, pela  força de seu lobby, não somente marcar um novo jogo, mas indicar o juiz.</p>
<p>Mas não é preciso pôr em dúvida a sinceridade das declarações  feitas até aqui para ver problemas sérios. A insistência em alegar  ignorância sobre o anteprojeto como razão para retomar a discussão faz  suspeitar que os novos responsáveis pela área simplesmente não estavam  prestando atenção no que nela ocorreu nos últimos anos – o que  necessariamente põe em questão seu preparo para assumi-la. E quando se  ouve atenta para o visível e o invisível no discurso, a suspeita só faz  se confirmar.</p>
<p>Por exemplo, na <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/03/01/nova-titular-da-di...cad-seria-intervencao-do-estado-no-direito-autoral-923905952.asp" target="_blank">declaração da nova titular da DDI</a> de que é preciso “achar um denominador comum” entre os “projetos  fantásticos” do “pessoal da mídia livre, para aumentar o acesso à  cultura, (&#8230;) e os autores”. Ou quando <a href="https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/8/criacao-estara-no-centro-de-atuacao-diz-grassi" target="_blank">Antonio Grassi, presidente da Funarte</a>,  diz que “houve um momento em que se fomentou a importância de fazer  inclusão social por meio da arte, e a excelência artística ficou em  segundo plano”. Implícita, aqui, está uma distinção entre dois estratos e  duas formas diferentes de atuação na área cultural. De um lado, temos  os “autores”, indivíduos capazes de uma elaboração artística apurada  (“excelência”), que necessita ser tornada mais acessível para o restante  da população sem, contudo, pôr em risco sua capacidade de viver daquilo  que fazem. Esses são os verdadeiros “produtores” de cultura. De outro  lado, temos os difusores, que são mais exatamente prestadores de  serviço: prestam o “fantástico” serviço de aumentar o acesso e fomentar a  inclusão social por meio da cultura, mas não são realmente  “produtores”.</p>
<p>O que há de errado com essa visão? Em primeiro  lugar, ela demonstra a não-assimilação da verdadeira inovação da  política cultural nos últimos oito anos: a de partir do princípio de que  as condições tecnológicas presentes permitem uma democratização antes  inimaginável dos meios de produção e circulação de artefatos culturais.  Em outras palavras, a política das gestões anteriores do MinC nunca foi  meramente de “democratização do acesso” ou de “inclusão social”, porque  não visava oferecer as condições para a criação somente de consumidores,  mas, principalmente, de produtores de cultura.</p>
<p>O  desentendimento parece vir, em segundo lugar, de uma diferença de fundo  na maneira de conceber a cultura. Porque, se o antigo MinC chegou a esse  tipo de formulação, foi por ter partido do princípio que todos são,  sempre, produtores de cultura, sem distinção hierárquica entre a vasta  planície e aquele pequeno Parnaso habitado por uns poucos “autores” que,  por seu dom de “excelência”, merecem o reconhecimento de todos.</p>
<p>Podemos  explicar a diferença com uma metáfora: pode-se pensar a cultura ou como  vazio, ou como plenitude. No primeiro caso, temos uma tabula rasa onde a  cada tanto um “autor” vem depositar sua criação; essa se difunde, se  imita, se dilui, se mistura a outras linhagens, até que um novo “autor”  arranque “de seu íntimo” uma nova criação. No segundo caso, há produção e  circulação constante, vinda de todos os lados; a “criação” nada mais é  que uma recombinação inovadora de diferentes elementos já existentes, um  efeito secundário da circulação de ideias, afecções e influências; e o  grande “autor” é simplesmente aquele que faz, de uma ampla gama de  influências e elementos, uma síntese mais relevante e cheia de  significados. (Isso implica, com frequência, que também seja alguém com  acesso a uma gama maior, o que é, claro, em parte socialmente  determinado.  Chico possivelmente ainda seria Chico se não fosse Buarque  de Hollanda, mas dificilmente conseguiria ser Chico se fosse o mais  reles Silva.)</p>
<p>As diferenças entre as implicações de cada posição  podem ser vistas na prática. Reduzir a produção de cultura ao trabalho  de um pequeno número de “autores” nos dá uma imagem falseada daquilo que  é a cadeia de produção da cultura hoje, bem como quem são seus atores  econômicos. A realidade dos pouquíssimos produtores de cultura que  conseguem viver de direito autoral é tomada como padrão, e a verdadeira  condição da grande maioria dos que trabalham e tentam ganhar a vida com a  produção cultural é inteiramente apagada. Um cenário complexo, onde há  “pequenos”, “médios” e “grandes” – e onde os grandes são a exceção – é  achatado em favor de uma oposição simples entre o Parnaso dos “autores” e  a planície dos “usuários”. Para seguir no campo das metáforas  futebolísticas, é como pensar o mercado esportivo brasileiro a partir de  Ronaldinho, e não da massa de jogadores espalhados em milhares de times  pequenos Brasil afora.</p>
<p>Por extensão, também a imagem que se oferece do debate sobre direito autoral será  invertida e mistificada. <a href="http://www.culturaemercado.com.br/cenario/politica/ana-de-hollanda-faz-balanco-de-3-meses-de-gestaono-estadao/" target="_blank">Segundo a ministra</a>,  “comentava-se muito no meio cultural  que as mudanças estavam deixando o  autor em uma situação frágil em vários aspectos”. Já para a <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/03/01/nova-titular-da-di...cad-seria-intervencao-do-estado-no-direito-autoral-923905952.asp" target="_blank">nova diretora da DDI</a>,  “todo mundo quer ter acesso aos bens culturais (&#8230;), mas há pessoas  que vivem e dependem desses direitos. Quem produz precisa ser  remunerado.” Assim, uma questão que toca a todos que produzem e consomem  cultura é transformada numa simples oposição entre “meio cultural” (os  “autores”, que vivem de direito autoral) e consumidores (que querem tudo  de graça).</p>
<p>A vantagem prática da concepção de cultura do  antigo MinC fica clara: partindo dos princípios de que todos são  produtores de cultura e de que as transformações tecnológicas são  irreversíveis e precisam ter seu potencial produtivo explorado, é  possível pensar a produção de cultura como ela realmente é – hoje, nas  condições da produção pós-industrial – ao invés de como ela é para os  poucos que “chegaram lá” (e conseguiram “ficar lá”) no antigo sistema  industrial. Pensar o iceberg a partir não da ponta, mas da base; e  eleger a base, não a ponta, como o foco da política pública.</p>
<p>A  diferença entre as duas concepções de cultura que se confrontam ao redor  do direito autoral não está, como sugere a nuvem de fumaça com que se  tenta obscurecer a discussão, no fato de que a chamada “cultura livre”  significaria “tudo de graça para todo mundo agora”. “Livre” como em  “liberdade de expressão”, não como em “cerveja liberada” (<em>“free” as in “free speech”, not as in “free beer”</em>),   como diz o velho lema do movimento de software livre, cujos membros  costumam, justamente, ganhar a vida como produtores de software.  Fazer-se de desentendido, argumentando que “quem vive de cultura têm  direito a uma remuneração”, é mais que dizer o óbvio; é criar um falso  debate, protestando contra algo que o anteprojeto não somente jamais  propôs, como buscava maneiras de fazer – dentro da nova realidade.</p>
<p>O novo MinC sistematicamente esconde que a lei que se quer reformar é <a href="http://www.consumersinternational.org/media/694498/ipwatchlist2011-engrvsd.pdf" target="_blank">uma das mais restritivas do mundo</a>.  Também somem do debate, em passe de mágica igualmente sistemático, as  pessoas que vivem de cultura e são a favor da reforma do direito  autoral. Não a “arraia-miúda” que é invisível na concepção de cultura da  atual gestão, mas gente que deveria contar mesmo na definição rarefeita  de “meio cultural”: Ivan Lins, Jair Rodrigues, Ná Ozetti, Francis Hime,  Fernanda Abreu e Roberto Frejat, por exemplo. Estes, reunidos no  Manifesto da Terceira Via e no Grupo de Ação Parlamentar (GAP), <a href="http://brasilmusica.com.br/site/destaque/terceira-via/" target="_blank">explicitamente defendem</a> “uma política que, sem criminalizar o usuário,<br />
garanta a remuneração dos criadores e seus parceiros de negócios” e o “<a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-manifesto-da-terceira-via-do-direito-autoral" target="_blank">projeto de reforma da lei 9.610/98, conforme encaminhado em dezembro do ano passado à Casa Civil</a>”.  A estes, hoje fora do esquema da grande indústria cultural, somam-se  fenômenos pós-industriais como as bandas Teatro Mágico e Móveis  Coloniais de Acaju, que, através da internet, conquistaram um público  fiel em todo o país sem passar por grandes gravadoras, pagar jabá ou  tocar na televisão.</p>
<p>Por aí se vê que não apenas é possível viver  de fazer cultura nas novas condições de produção, como que muitos dos  que o fazem vêem nelas um potencial emancipador. Por quê? Porque elas  representam a possibilidade de realizar aquilo que sempre foi, em  potência, a natureza do bem cultural.</p>
<p>Este é, por definição,  imaterial e não-escasso: se eu comparto uma ideia, eu não deixo de  tê-la. O que a digitalização e a internet permitem é sua difusão em  tempo e custo praticamente zero, eliminando a necessidade de  materializar-se num objeto material escasso: livros, CDs, DVDs são  coisas que, até recentemente, não podiam ser compartilhadas sem perda.</p>
<p>Quem  é atingido nessa mudança, então, não é o “criador”, mas os  “atravessadores” da indústria cultural. Enquanto o artefato cultural  precisava se materializar num bem físico, o produtor de cultura dependia  de uma indústria para fazer a intermediação com o público. Essa relação  de dependência fazia com que nem autor, nem consumidor saíssem  ganhando: a parte do leão ia para o atravessador, que financiava a  produção (então muito mais cara), assegurava a divulgação  (frequentemente por meio do jabá e da matéria paga) e a distribuição do  bem escasso.</p>
<p>Artistas estabelecidos conseguem ganhar mesmo assim:  quando o lucro é grande, mesmo uma divisão desigual pode ser vantajosa.  Além disso, os produtos comerciais destes artistas costumam ser os mais  aquinhoados pelo sistema  de financiamento (público) da Lei Rouanet –  cuja ironia sem graça é que se investe muito na produção comercialmente  viável, e pouquíssimo na que corre riscos. Em outras palavras, se dá  dinheiro para aquilo que já ganha dinheiro, e não para aquilo que,  justamente, mais precisaria de investimento público. Com isso, o  dinheiro do contribuinte financia, não necessariamente a “excelência”,  mas certamente o lucro das grandes empresas atravessadoras.</p>
<p>As  novas condições tecnológicas barateiam a produção e dão ao produtor a  possibilidade de, na posse completa de seu próprio trabalho, chegar  diretamente ao público. Isso pôs os atravessadores em crise, e é cada  vez menos provável que alguém, hoje, “chegue lá” pelo velho sistema  industrial. Quem quiser fazê-lo terá que negociar com departamentos de  marketing cada vez menos afeitos aos riscos da “excelência”, e cada vez  mais interessados no retorno garantido.</p>
<p>Cabe então perguntar:  deve-se pensar a política de cultura segundo um modelo ultrapassado que  funcionava para poucos, ou um novo modelo que cria possibilidades para  muitos? Deve-se pensar a partir dos “grandes” consagrados pelas antigas  regras do jogo, ou dos “pequenos” e “médios” que jamais “chegarão lá”  nos mesmos termos? Da perspectiva de reforçar um sistema que  necessariamente cria exclusão e escassez, ou da expansão do número de  produtores de cultura que conseguem viver de seu trabalho? A partir da  base ou da ponta? Essas são as coordenadas do debate que deveria estar  se fazendo.</p>
<p>Se se faz a opção por uma concepção democratizante da  produção cultural, são bem-vindas as questões sobre “excelência” e  “profissionalização” (outro refrão do novo MinC, para falar da  necessidade de alterar o funcionamento dos Pontos de Cultura). Se por  “profissionalizar” se entende oferecer as condições para a massa de  novos produtores de cultura constituírem redes sustentáveis de produção e  difusão, introduzindo e adaptando mecanismos do Estado para suprir as  necessidades que aí se impõem, não se pode deixar de aplaudir a ideia.</p>
<p>Da  mesma forma, se por “excelência” se entende não o banzo do Parnaso  perdido, mas uma preocupação com o significado e a relevância do que um  contexto muito ampliado de produtores de cultura hoje produz, a demanda é  oportuna. É verdade que ainda não apareceram sínteses potentes da  incrível e salutaríssima disseminação dos últimos anos. Se pensamos no  quanto o acesso à produção e à circulação se ampliaram, o debate  cultural e político, de fato, caminha muito atrás da nova realidade. Se  pensamos na riqueza do debate sobre as intersecções entre cultura,  sociedade e política que se produziu no Brasil nos anos 1960 e 1970, não  dá para não pensar que as transformações recentes ainda estão longe de  serem elaboradas.</p>
<p>Mas, novamente, a questão é: como queremos  chegar a essa elaboração? Partindo do princípio de que, agora que muito  mais pessoas podem ter “uma câmera na mão”, o que cabe fazer é criar as  condições para uma produção e circulação que nos ponham para pensar  seriamente sobre quais são, poderiam ou deveriam ser, hoje, “as ideias  na cabeça”? Ou seguir pensando a partir de um velho estado de coisas,  onde “uma câmera na mão” era o privilégio de poucos, tivessem eles ou  não uma “idéia na cabeça”? São os “autores”, a academia, os intelectuais  de todos os tipos que devem dar olhos e ouvidos a esse processo de  tomada da palavra, participar dele, e, ao lado de seus novos atores,  ajudar a refleti-lo e elaborá-lo. A “excelência”, se vier, virá desse  movimento de incorporar-se a essa nova realidade; não de uma  auto-referência que, porque só vê a si mesma como produtora de cultura,  não consegue enxergá-la.</p>
<p>Talvez mais do que as medidas já  tomadas, o que incomoda é que o novo MinC, que deveria estar puxando  esses debates, ou não os compreende, ou cria, sobre eles, uma confusão  deliberada. Quando o ministério da Cultura (do PT!) e a bancada  ruralista <a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/04/katia-abreu-tenha-tua-obra.html" target="_blank">estão falando a mesma língua</a>,  é de se pensar&#8230; Mas a identidade entre os discursos de Kátia Abreu e  de Ana Hollanda se entende: enquanto a primeira repete a desinformação  espalhada pela segunda, a segunda mobiliza os bichos-papões cansados da  oposição mais rasteira – por exemplo, <a href="http://www.culturaemercado.com.br/cenario/politica/ana-de-hollanda-faz-balanco-de-3-meses-de-gestaono-estada" target="_blank">quando diz </a> que supervisionar uma altamente opaca organização privada que presta um  serviço público e é fortemente criticada por membros da própria classe  que supostamente representa (o ECAD) seria “intervencionismo do Estado”.</p>
<p>(Como sói acontecer, a democracia e a não-intervenção estatal  são boas para algumas coisas, e não para outras: depois de finalmente  disponibilizar o texto do anteprojeto no site do ministério, abriu-se  uma consulta pública – em que os comentários, ao invés de ficarem à  vista de todos, fomentando o debate, devem ser enviados por email&#8230;)</p>
<p>É  problema da presidenta que uma ministra sua municie a oposição com  argumentos contra o governo. É problema de todos os que ajudaram a  eleger a presidenta que uma ministra sua esteja indo contra o programa  de governo no qual votaram. Mas, acima de tudo, é problema de quem  deseja que o Brasil “continue mudando” ver que o novo MinC pensa de  maneira mais velha que o antigo. Se a direção da mudança era  democratizante e universalizante, a concepção da nova gestão, até aqui,  tem se mostrado, nas linhas e nas entrelinhas, elitizante e  particularista. E o que é pior: além de dar as respostas erradas, parece  trabalhar para que não se consiga fazer as perguntas certas.<br />
Fonte original <a title="aqui" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17721" target="_blank">aqui</a>.</p>
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